domingo, 11 de agosto de 2013

Como Seguir a Vida? - Cap. 9


CAPÍTULO 9

Quando cheguei em casa o Peeta estava sentado no sofá de frente pra porta, punhos cerrados e olhos vermelhos, senti que ele respirava fundo pra se controlar. Dei-me conta do horário, já eram 20:00 a hora do nosso jantar então lembrei dele me pedindo pra não chegar a noite. Fui em sua direção já pedindo desculpas com os olhos.
- Eu não estava na floresta até agora. - Fiquei alguns passos de distancia.
- Não interessa onde você estava o que me interessa é que eu pedi pra não chegar à noite Katniss. – Ainda estava com os punhos cerrados, eu estava errada e não tinha argumentos pra aquilo, eu vi que a mesa já estava pronta e a culpa aumentou ainda mais.
- Me desculpe Peeta, perdi a noção do tempo e andamos muito precisava descansar a cada minuto, eu sei que não é desculpa, mas me perdoe não vai acontecer novamente, eu prometo. – Me ajoelhei na sua frente tocando suas mãos que depois da promessa relaxaram, ele olhou com aqueles olhos ainda vermelhos.
- Eu te amo Katniss, e eu sei que você me ama também, mas você tem que entender que pra mim é difícil ver vocês dois juntos tanto tempo sem enlouquecer. – Quando ele disse aquilo seus olhos não estavam mais vermelhos e os meus já estavam com lagrimas, ele não demonstrava aquilo.
- Eu não sabia que era assim pra você Peeta, me desculpe.
- Eu tentei disfarçar por que queria que você o perdoasse, eu sei como essa magoa estava te consumindo e não queria isso pra você, tentei não demonstrar o maximo que eu pude, mas não consigo mais, fiquei imaginando você juntos o dia todo, as pessoas me vieram falar que viram vocês e de como parecia estar tudo indo bem, fiquei feliz, mas ao mesmo tempo com ciúmes.
- Você não precisa sentir ciúmes Peeta. – Peguei seu rosto com as duas mãos como tinha feito com o Gale mais cedo, mas com o Peeta me encaixei no meu de suas pernas ficando mais próxima do seu rosto.
- Katniss... – ele respirou fundo pra terminar- Eu sei que ainda tem sentimentos entre vocês, a magoa tampou isso por muito tempo, mas todos nos sabemos que ainda existe faísca entre vocês. – Quando ele disse aquilo senti uma pontada no peito, era exatamente o que eu havia pensando hoje na floresta, era inegável e agora eu tinha certeza, não tive reação apenas fiquei em silencio então Peeta entendeu que concordei.
- Peeta...
- Não precisa dizer nada Katniss – Peeta sabia, eu sabia, Gale sabia, acho que toda Panem sabia disso, mas tem algo que eu também tenho certeza e precisava que Peeta também tivesse, fiquei tão perto dele que sentia sua respiração quente em meu rosto ainda estava com minhas mãos em seu rosto.
- Peeta não tenho argumentos pra contestar nada disso que falou, mas quero que saiba com toda minha sinceridade. Eu Te Amo com todo meu coração, nada e nem ninguém vai mudar isso por que foi a minha escolha, eu te escolhi anos atrás e foi por que eu te amava e ainda escolho ficar com você pra sempre por que agora eu te amo ainda mais, você foi a melhor escolha que fiz em toda minha vida, eu sou tão feliz ao seu lado que não consigo expressar, você sabe que não sou boa com palavras como você. – Eu ia continuar falando quando o Peeta me puxou pela cintura e me deu um beijo, seus lábios estavam tão quentes, seu corpo aconchegante encaixado no meu, suas mão firmes na minha cintura, senti um gosto salgado durante o beijo e vi que era das minhas lagrimas durante o beijo abri os olhos pra tirar a duvida e vi que Peeta também estava chorando, fechei os olhos novamente e o apertei mais sobre meu corpo, eu poderia sentir qualquer faísca pelo Gale, mas era por Peeta que eu tinha o fogo e só ele era capaz de apagar. Ele levantou me pegando no colo como uma noiva e então subiu as escadas até nosso quarto, me deixou com cuidado na cama então deitou sobre meu corpo o mais próximo que minha barriga deixou, olhou no fundo dos meus olhos.
- Você nunca me disse essas coisas, não desse jeito. – Falou acariciando meu rosto.
- Eu disse que não sou tão boa quanto você com as palavras.
- Foi perfeito pra mim. Agora vamos ver se consegue ser tão boa com atitudes – Falou a segunda frase com um sorriso no rosto e eu sabia do que ele estava falando. Quando acendia aquele fogo nem a barriga nos atrapalhava, senti que Peeta estava satisfeito por ter ouvido aquilo de mim e que isso o deixou aliviado a ponto de esquecer a falta grave que eu havia cometido. Foi tudo perfeito, não foi selvagem como era antes de eu engravidar, e nem afobado e com medo como é agora que estou com a barriga, foi quente, calmo, carinhoso, amável, era como se fosse nossa primeira vez, foi mágico e inesquecível.
- Precisamos ter essas discussões mais vezes – Nos dois caímos na gargalhada quando ele disse aquilo já deitado ao meu lado com o corpo nu embaixo dos lençóis, ele estava certo aquela discussão fez alguma chama acender entre nós.
- Se você preferir posso providenciar isso – Eu disse com um tom de ironia, ele me olhou desconfiado.
- Não precisa pode deixar, vou dar um jeito de ser sempre assim sem precisar de brigas. – Foi engraçado ver o ciúmes dele voltar dessa vez, mas não quis mexer com a fera então só concordei com um beijo demorado.
Descemos pra comer o jantar já frio, tomamos banho juntos e dormimos do jeito que saímos do banheiro, fiquei admirando o corpo nu do Peeta, mesmo sem a perna mecânica e com algumas cicatrizes ele era lindo e perfeito, senti que o Peeta devia estar pensando a mesma coisa sobre me corpo já que o peguei me admirando com o mesmo olhar, adormeci sobre seu peito e dormi como uma pedra, sem pesadelos, sem medo, sem lagrimas, apenas eu, Peeta e minha filha.

Créditos: ~Katniss (Página Distrito 12 - Facebook(Amanda Amaral))

sábado, 10 de agosto de 2013

Como Seguir a Vida? - Cap. 8




CAPÍTULO 8




Normalmente o Peeta abria a padaria sozinho, mas hoje fui junto já que havia marcado com o Gale de nos encontrarmos lá. Estava apreensiva, pois não sabia o que esperar desse encontro, ontem tinha o Peeta e o Haymitch na sala ao lado, mas hoje vamos tomar café da manhã sozinhos por que o Peeta está muito ocupado preparando tudo pra uma festa de aniversário que iria ter hoje. Sentei-me à mesa no canto da padaria que já estava arrumada e aguardei não se passaram nem 10 minutos e o Gale já estava lá, cumprimentou Peeta e então veio em minha direção, não sabia se levantava, se cumprimentava ou não, mas Gale já sabia o que ia fazer. Quando ele chegou à mesa veio na minha frente e me deu um abraço tão forte que pode sentir quando a Prim se mexeu, ele deu um sorriso e alisou minha barriga.
-Desculpe Princesa não quis te apertar. – Aquilo me fez respirar fundo por que reparei que ele se desculpa por tudo e aquilo me irritava. Mas tive que sorrir por que dessa vez parecia ser sincero.
Tomamos café e algumas vezes conversávamos, mas sempre sobre assuntos neutros, ele perguntava como estava o Distrito 12 e então me escutava atentamente e depois me falava algumas historias de suas aventuras, falamos sobre sua família e de como seus irmãos estão enormes e fortes, e como sua mãe está feliz com a nova vida. E assim fomos até terminar o café da manhã.
- O que você acha de irmos até a floresta? – Gale perguntou se levantando.
Pensei por alguns segundos e percebi que ele realmente não iria me deixar em paz enquanto não conseguisse um tempo a sós comigo, então cedi e concordei com a cabeça, levantei e fui avisar o Peeta onde estava indo, ele não gostou nada da ideia, mas com tanta coisa pra resolver na padaria não tinha tempo de discutir agora, me pediu pra voltar antes de escurecer me beijou e foi pra cozinha todo atarefado, Gale não era mais uma ameaça pra ele agora que éramos um casal de verdade e em breve seremos uma família, fiquei feliz em ver essa segurança nele, senti uma ponta de inveja na verdade. Fomos caminhando até a floresta, por onde passávamos as pessoas trocavam olhares e cochichavam algo, todos sabiam da nossa amizade e do nosso sentimento, todos sabiam da magoa que eu senti pela morte da minha irmã e todos sabiam que ele foi embora por não aguentar a culpa que sentia por isso e por não conseguir me ver escolher outro. Algumas pessoas se arriscavam a para-lo e cumprimentar, mas conseguimos chegar rápido na floresta. Quando chegamos próximo a minha arvore ele viu que eu precisava descansar então buscou meu arco e me fez sentar em uma pedra, descansei por alguns minutos e ele me deu água de uma garrafa que trazia contigo. Continuamos a caminhada até o nosso ponto de encontro de antigamente, durante o caminho ele ia jogando pedra pra espantar os pássaros e eu os acertava com minhas flechas exatamente como antes e rimos com isso, ele ria muito mais quando eu errava o alvo e eu dava a barriga como desculpa, sentamos um ao lado do outro como costumávamos fazer, ele deixou meu arco do meu lado então deitou sobre a grama com os braços por trás da cabeça, então eu fiz o mesmo já que minhas costas estavam doendo.
- Senti falta disso – ele disse olhando para o céu e fiquei na duvida.
- O céu do Distrito dois não é azul assim? – perguntei olhando pra seu rosto que abriu um longo sorriso, ele estava ainda mais lindo isso eu não podia negar.
- Estou falando de tudo Catnip, do céu, da floresta, do doze de nós. – Olhou pra mim nessa ultima parte o que me fez corar. Então voltei a olhar para o céu, pude escutar sua risada.
- A escolha de ir embora foi sua Gale – eu disse com um tom bravo. Ele sentou e olhou pra mim. Eu sabia o que iria acontecer a partir dali, eu sabia que tinha chego a hora, não tinha mais como fugir, teríamos que conversar sobre tudo, tocar nas feridas, já estava doendo antes mesmo de começar. Eu também sentei e ficamos de frente um pro outro.
- Foi à escolha mais difícil que fiz na vida Katniss – ele disse abaixando a cabeça – Eu não queria machucar ninguém, essa nunca foi minha intenção, eu te amava, amava viver aqui, amava a P... A sua irmã. – Ele ia dizer o nome dela, mas foi como se tivesse engasgado na hora.
- Eu sei disso Gale, - Pela primeria vez senti pena dele, ainda estava de cabeça baixa e vi que escorria lagrimas por suas bochechas, não entedia o por que mas senti uma vontade de abraça-lo agora.
- Me perdoe Katniss, me perdoe por ter feito aqueles balões estúpidos, me perdoe por ter acreditado na Coin, me perdoe por ter deixado a vontade de lutar passar por cima de tudo, me perdoe por fazer você sofrer, me perdoe por não ter lutado por você, me perdoe por ter sido fraco na hora que você mais precisou de mim, me perdoe por não aguentar te ver escolhendo outro, me perdoe por te amar...
As lagrimas jorravam pelos seus olhos, ele nem respirava pra falar o que fez com que começasse até a soluçar, eu não sei quando comecei, mas eu estava chorando junto com ele e então segui meus instintos e pulei nos seus braços chorando e nos abraçamos o mais forte que conseguimos e dessa vez a Prim não reclamou, ficou quietinha como se tivesse dando o consentimento pra aquilo. Não sei por quanto tempo ficamos assim, mas pra mim pareceu horas, ficamos abraçados chorando como crianças sem falar uma palavra, era como se tudo que guardamos estivesse sendo jogado fora através daquelas lagrimas. Então os soluços pararam e as lagrimas diminuíram, então me senti preparada pra falar à frase que nunca imaginaria falar um dia.
- Eu te perdoo Gale – Quando eu disse isso senti que ele me apertou ainda mais e então soltou um gemido como se fosse de dor ou alivio não sei explicar, mais senti como se tivesse saído um peso das suas costas, então ele olhou bem no fundo dos meus olhos ainda com lagrimas.
- O- obrigado – ele ainda estava soluçando quando disse. Eu passei minhas mãos em seu rosto enxugando suas lagrimas, ele fechou os olhos ao meu toque, ainda tínhamos uma faísca entre nós não podíamos negar, senti meu corpo estremecer quando ele tocou minhas mãos segurando elas firme em seu rosto enquanto ele abria seus olhos eu fechei os meus não podia me permitir sentir aquele tipo de atração por ele, não mais, nunca mais. Ele sentiu minha tensão e prevendo o que poderia acontecer retirou minhas mãos de seu rosto e colocou sobre minha barriga o que fez ela se mexer, ele sentiu e deu um sorriso contagiante.
- Eu nunca vou me cansar de sentir isso – ele disse já tirando as mãos da minha barriga.
- É incrível mesmo – eu disse enxugando minhas lagrimas.

Créditos: ~Katniss (Página Distrito 12 - Facebook(Amanda Amaral))

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Como Seguir a Vida? - Cap. 7


CAPÍTULO 7

A mesa já estava pronta e linda, não sei se o Peeta queria impressionar ou se ele realmente estava inspirado ao arruma-la, mas estava perfeita. O cheiro da comida estava por toda a casa o que me deixou faminta, estava terminando de me arrumar, não queria exagerar pro Gale não achar que tudo aquilo era por sua causa e também não queria parecer desleixada já que o Peeta se esforçou tanto com o jantar e mesmo assim estava impecável, então queria ficar a sua altura não pelo Gale e sim pelo Peeta. Tinha roupas espalhadas por toda a cama até que achei a perfeita, alguns anos atrás a Effie me deu um vestido de presente de aniversário, ela não aparecia muito desde o fim da guerra, mas nunca deixava ser esquecida sempre com uma carta, telefone ou presentes pra nos lembrar de que ela ainda estava conosco apesar da distancia, eu me lembro de guardar aquele vestido jurando nunca usa-lo já que não fazia meu estilo e Effie sabia disso, mas nunca desistia de me mostrar a verdadeira “moda”, é um vestido azul marinho com grandes ombreiras, duas fileiras de botões somando seis ao total, era bem apertado em baixo dos seios e solto na cintura até os quadris o que caiu muito bem por causa da barriga, Peeta veio me chamar pra descer.
- Nossa definitivamente deveríamos fazer mais jantares como esse. Você está perfeitamente linda, se é que isso é possível. – falou já segurando em minha cintura e querendo me dar um beijo, fiz uma cara que não gostei da brincadeira e revirei os olhos o que fez ele sorrir.
- Vamos acabar logo com isso. – Fui em direção à porta.
- O Haymitch já está lá em baixo – disse Peeta me seguindo. Convidamos ele pra tensão ser menor o que tenho certeza que não ajudará em nada, mas Peeta se sentia mais seguro com ele lá então concordei.
Haymitch também decidiu se arrumar pra ocasião o que me fez sorrir quando o vi, ele entendeu o porquê estava rindo e fez uma piada dizendo como eu estava parecida com a Effie então colocamos Peeta na brincadeira e todos riram sem parar. Quando a Campainha tocou todas as risadas foram embora, todos nós ficamos sérios e nos olhando pra decidir quem abriria a porta, Peeta deu o primeiro passo. Gale parecia ter adivinhado que todos estariam muito bem arrumados pra ocasião já que ele mesmo estava assim, nunca tinha o visto tão bonito e ajeitado como hoje, estava quase à altura de Peeta, ele estava segurando uma garrafa de vinho em uma mão e na outra um buque de flores, entregou a garrafa pro Haymitch e o buque pra mim, peguei, agradeci com a cabeça e sai pra colocar em um vaso, o Haymitch logo foi pra cozinha pra abrir o vinho e todos seguiram já que o jantar estava esperando.
O jantar estava uma delicia, todos parabenizaram Peeta por isso, a maioria da conversa durante o jantar foi sobre comida boa, comida ruim, Haymitch contou algumas historias que descontraíram o ambiente e então ele e o Peeta começaram a perguntar sobre a vida no Distrito dois, então foi Gale quem começou com as historias, ele parecia estar feliz lá, estava ajudando as pessoas e era um herói por lá, ele via muito minha mãe já que ela tem uma casa pra ficar durante suas folgas e férias do trabalho, ainda não entendia o porquê de ela escolher lá e não o Distrito 12, mas nunca questionei achando que o motivo seria as lembranças de Prim aqui. Prim, quando me lembrei da minha irmã a comida desceu ardendo à garganta, tomei o suco que o Peeta havia feito pra mim já que não posso beber o vinho e então decidi interagir na conversa já que estava calada até agora.
- Então está fazendo algumas de suas invenções por lá também? – Perguntei olhando para o copo de suco em minhas mãos já que não queria encara-lo.
- Não faço mais nenhuma invenção Katniss. – Foi bem curto e objetivo em sua resposta o que me deixou sem ter o que questionar sobre esse assunto.
- Encontrei sua mãe mês passado e ela nem mencionou sobre seu bebe – ele disse apontando pra minha barriga o que me fez colocar a mão sobre ela.
- Talvez ela não tenha achado apropriado te falar, ou estava sem coragem de dizer por causa do nome. – Quando eu disse isso todos os olhares estavam sobre mim, Haymitch e Peeta estavam tensos agora.
- E por que ela teria medo de falar o nome? Alias é menino ou menina?
- É uma menina e é perfeita. –Toda vez que eu falava assim o Peeta ria por que agora ele sabia do meu medo dela nascer com duas cabeças ou algo pior.
- Meus parabéns aos dois, vocês serão ótimos pais. E então qual é o nome dela? – Ele perguntou olhando pro Peeta.
- Prim – Eu disse antes que o Peeta respondesse, eu senti como se tivesse sido um soco no estomago do Gale já que até arranhou a garganta e tomou mais da metade do copo de vinho antes de voltar a falar.
- É um nome perfeito Katniss, não imaginaria outro. – Ele sorriu quando disse o que me fez estreitar as sobrancelhas. O que ele queria? Agradar-me?
Eles estavam na sala conversando sobre sei lá o que, e eu estava na cozinha lavando a louça quando Gale entrou na cozinha com seu copo vazio, deixou ao lado da pia e pegou um pano pra secar a louça, eu recusei, mas não adiantou ele começou mesmo assim.
- Como ela é? – disse apontando pra minha barriga.
- É muito agitada, chuta muito e se meche toda hora – eu disse sorrindo o que fez Gale sorrir também.
- Você está radiante, você nasceu pra isso, se lembra de que nunca queria ter filhos?
- As coisas mudaram – respondi virando pra ele já a louça já havia terminado.
- Você mudou – ele disse colocando o pano em cima da mesa.
Sentamos só nos dois na mesa, um na frente do outro, ficamos nos encarando por um momento e então começamos a relembrar os velhos tempos de floresta, de caça, de aventuras, ainda estávamos arredios um com o outro, mas ele estava decidido a quebrar aquela parede que eu construi entre nos dois. Ficamos assim por pelo menos duas horas, até que o Haymitch disse que iria embora já que o vinho já tinha acabado então Gale achou melhor ir junto. Combinamos de nos encontrar de manhã na padaria, ainda tínhamos alguns assuntos pra serem resolvidos e eu sentia que ele não iria embora enquanto não resolvesse.

Créditos: ~Katniss (Página Distrito 12 - Facebook(Amanda Amaral))

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Como Seguir a Vida? - Cap. 6


CAPÍTULO 6

Meu corpo ainda estava imóvel, minha respiração ofegante e meu coração acelerado. Com o arco ainda em posição pra atirar, não conseguia me mexer e eu sabia que ele ainda não tinha saído do seu lugar também. Não sei por quanto tempo ficamos assim, mas pra mim pareceu horas, escutei que ele deu um passo pra frente e então aquele pressentimento que estava sentindo mais cedo voltou com toda força, aquela sensação de perigo, de que algo ruim estava pra acontecer, ainda não entendia o porquê estava sentindo isso, na verdade agora estava ficando meio claro, mas ainda não fazia sentido, o perigo que eu estava sentindo era ele, todo o tempo esse algo ruim era ele, não sei como, mas eu senti que ele tava ali, mas por que isso era ruim? Por que ele era a “ameaça”? Quando senti que ele estava apenas alguns passos atrás de mim, só me veio uma explicação na minha cabeça: “Ele matou minha irmã”. Ele é o perigo e então sem nem pensar virei em posição pra atacar com o arco encaixado e já com a flecha puxada pronta pra ser solta em direção ao alvo.
Quando virei minhas bochechas estavam vermelhas e minhas pernas tremiam um pouco, mas em momento nenhum meu braço saiu do lugar, olhei bem na direção de seus olhos que estavam arregalados com a minha atitude, ele estava sem ação já que nunca passou por sua cabeça que um dia teria uma flecha minha apontada em sua direção, éramos melhores amigos antes de tudo, éramos por que não somos mais nada agora. Reparei que depois de alguns segundos assim ele desviou seus olhos dos meus e posou sobre minha barriga o que me fez dar um passo pra trás como se isso fosse escondê-la, por varias vezes ele revezava o olhar pra minha barriga e pros meus olhos, eu sabia o que ele estava pensando, eu sabia que ele estava perguntando o que aquilo significava, e também sabia que só com meus olhos eu respondi, ele sabia que um dia isso iria acontecer talvez ele soubesse antes mesmo que eu, mas mesmo assim parecia não estar acreditando no que estava vendo, eu ali grávida, com um vestido bem feminino que acentuava ainda mais minha barriga, com os cabelos soltos e uma flor atrás da orelha, aliança na mãe esquerda, essa não era a sua Catnip com toda certeza, essa era a Katniss do Peeta. Depois de muitas trocas de olhares Gale levantou os braços em forma de rendimento, vendo que não foi o suficiente já que não abaixei o arco ele deu três passos a trás encostando-se a uma arvore ainda com as mãos pra cima, ergueu os ombros em sinal de que não sabia mais o que fazer.
- Me desculpe se te assustei, não era minha intenção. – Disse ainda com as mãos levantadas.
- Você nunca tem a intenção não é mesmo? – Retruquei sabendo que ele entenderia o duplo sentindo da frase.
- Me perdoe de novo - À tristeza estava estampada em seu rosto agora, então ele abaixou as mãos e sentou no tronco da arvore com a cabeça abaixada.
Eu senti um nó em minha garganta, o que eu estava fazendo afinal? Era o Gale, mas mesmo assim continuei com o arco pronto pra acerta-lo, quando escutei passos pesados na floresta, agora as lagrimas que estavam presas em meus olhos escorreram pelo meus rosto, Peeta estava ali e eu me sentia aliviada por que só ele era capaz de me tirar dali antes de fazer uma besteira.
- Katniss o que você está fazendo? - Pergunta Peeta com um olhar assustado em minha direção, quando ele chega mais perto e olha pra direção que eu estava apontando a flecha suas mãos fecham no mesmo instante, ele teve a mesma postura que eu como se Gale fosse uma ameaça. Então Gale levantou novamente e vi que tinha lagrimas presas em seus olhos, e quando ele viu que meu rosto já estava banhado de lagrimas virou pro Peeta e pediu desculpas novamente. Por que ele se desculpa tanto? Peeta se virou pra mim chegando perto com calma.
- Katniss está tudo bem, me perdoe ter demorado estava colhendo algumas flores pra levar pra casa, está tudo bem agora você pode abaixar o arco. – Peeta falava encostando as mãos na ponta da flecha, um ato que pra qualquer um seria arriscado, mas não pra ele. Fui abaixando à medida que ouvia sua voz calma, isso me surpreendeu já que vi como ele ficou quando viu o Gale, mas entendi que naquele momento ele ficou mais preocupado comigo do que com raiva, então abaixei o arco que imediatamente cai no chão, Peeta me abraçou forte o que fez com que eu fechasse meus olhos já que eu não queria que o Gale participasse daquilo.
- Vamos pra casa agora ok. Eu concordei com a cabeça, mas me soltei de seus braços e fui caminhando na direção de Gale que agora já estava de pé e recomposto, fiquei a apenas três passos de distancia, conseguia sentir seu cheiro e ele certamente conseguia sentir o meu misturado com o de Peeta o que fez suas sobrancelhas se estreitarem.
- Vou pedir pro Peeta fazer um jantar pra nos hoje, apareça as 20:00 em ponto. Não se atrase, não aguento mais ouvir suas desculpas por tudo. – Eu disse com tom de ordem o que fez ele olhar dentro dos meus olhos pra tentar entender se eu realmente queria que ele fosse.
- Sim senhora - respondeu ele não com tom de deboche, mas sim como se não tivesse outra escolha de resposta.
Peeta chegou ao meu lado os dois apenas se cumprimentaram com a cabeça e então saímos deixando Gale sozinho na floresta, quando estávamos quase o perdendo de vista eu olhei por trás dos meus ombros e consegui o ver pegando meu arco e guardando na minha arvore, aquilo fez com que minha mandíbula se fechasse firme como se ele estivesse invadindo minha área, mas então relaxei ao pensar que querendo ou não aquela também era a sua área, mesmo ele tendo abandonado ainda era seu Distrito, sua família, sua floresta. Agora estava pensando como conseguir dividir novamente tudo isso com ele. Olhei pro Peeta e ele estava me cuidando com os olhos e então deu um sorriso, beijou meus lábios com carinho e continuamos nossa caminhada até em casa. Ele parecia estar tranquilo, mas nos dois sabíamos que o pior ainda estava por vir, aquele jantar estava com tudo pra ser muito indigesto pra todos nos. Por que eu o convidei? No que eu estava pensando? Do jeito que as coisas foram na floresta eu poderia muito bem tentar matá-lo com uma faca de cozinha ou até mesmo com um abridor de garrafa. “Katniss ele era seu melhor amigo e por algum tempo você o amou não apenas como um amigo, pra onde foi todo esse sentimento?” Fiquei com aquele pensamento durante todo o caminho, mas não conseguia responder aquilo, não agora, não antes desse jantar.

Créditos: ~Katniss (Página Distrito 12 - Facebook(Amanda Amaral))

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Como Seguir a Vida? - Cap. 5


CAPÍTULO 5

Essa manhã já está quente finalmente estamos na primavera, já estava com saudades do cheiro das flores pela casa, Peeta adora trazer todos os tipos, menos as rosas é claro. Estamos em uma fase ótima da gravidez, já estou de seis meses e está tudo ótimo, fora o fato de estar inchada, redonda e comendo igual uma morta de fome. O Peeta não deixa eu me sentir feia nem por um segundo, acho que ele me ama ainda mais agora se é que isso era possível, todos os dias é como se fosse nossa lua de mel, no inicio eu estranhava já que não sou desse “tipo” romântica e melosa, mas o Peeta é simplesmente o romantismo em pessoa então não tem como lutar contra, ainda mais com tantos hormônios. Hoje acordei com vontade de caminhar então fomos passear pelo Distrito que a essa altura todos já sabiam da grande noticia, lembro-me do dia em que descobriram logo depois que o Haymitch descobriu ele começou a ir todos os dias lá em casa parece um Tio babão e então um mês depois estávamos na padaria e ele disse como se fosse à coisa mais natural do mundo – Eae como está nossa pequena Prim hoje mamãe?- E é claro que tinha pelo menos cinco pessoas dentro da padaria e todos olharam pra nós na hora, teve silencio, gemidos e até um copo caindo no chão com a surpresa, não sei o que assustou mais naquela frase, se ele me chamar de mamãe ou de falar o nome da minha irmã, e então não teve como esconder mais, bom de qualquer jeito eu já estava de quatro meses então logo não ia dar mais pra esconder, mas mesmo assim fiquei sem falar com ele durante uma semana o que foi uma tortura pra ele e confesso que pra mim também, a gravidez nos aproximou muito pra surpresa de todos. Bom agora já estava de seis meses e me sentia livre por todos saberem, mês passado minha mãe veio nos visitar e ficou apenas dois dias, mas foi bom, conversamos muito sobre maternidade e foi agradável pela primeira vez conversar com ela sobre nossas historias de criança, ela foi embora prometendo mais visitas até a neném nascer.
A cada esquina que viramos alguém interrompe nossa caminhada pra nos parabenizar, alisar minha barriga, ou dar algumas dicas sobre filhos, é engraçado e chato ao mesmo tempo, somos mais importantes que a própria Presidente e agora com a gravidez nos tornamos ícones da Esperança e do Recomeço, Peeta adora, mas eu ainda não me acostumei com toda essa responsabilidade. Toda expectativa vem com uma grande decepção.
Conseguimos finalmente chegar onde queríamos , mais eu do que Peeta claro, ele não gostava da ideia de uma mulher grávida na floresta mas ele sabia que isso eu não ia mudar nem eu estando grávida, então ele sempre me acompanhava, agora estamos indo com mais frequência já que o rigoroso inverno foi embora, agora a floresta está linda e agradável até mesmo ele admitiu isso, estendemos a toalha na grama e ele colocou a cesta de mantimentos que sempre traz contigo e começou a tirar as guloseimas, eu sentia muito mais fome agora e depois dessa caminhada estava faminta e com muita sede, ficamos no mínimo uma hora ali comendo,bebendo suco natural,conversando e rindo muito, depois me deitei sobre seu peito e ficamos mais algumas horas ali fazendo planos e até tiramos uma soneca rápida sentindo aquela brisa gostosa. Quando decidi levantar ele me puxou e me deu um grande beijo, senti todo meu corpo arrepiar enquanto ele passava suas mãos pela minhas costas e então na cintura e finalmente chegando na minha bunda dando alguns apertos, a mão direita continuou ali mas a esquerda foi levantando meu vestido com muita facilidade, me senti tão envolvida que nem lembrei do fato de estarmos ao ar livre, então levamos um susto que interrompeu todo esse momento, encarei ele com cara de assustada e então soltamos uma gargalhada o que fez ficarmos um ao lado do outro novamente.
- Filha isso é hora de se mexer? – Peeta falou olhando pra minha barriga e alisando ela com carinho. Rimos novamente quando ela deu um grande chute que chegou a deformar minha barriga por um instante.
- Vou dar andar um pouco pra ver se ela se acalma – me levantei e ajeitei o vestido e o cabelo.
- Tudo bem vou recolher as coisas aqui e já te alcanço, não vá muito longe ok. Logo vamos embora já está querendo escurecer.
- Tudo bem, vou no Maximo até onde guardo minhas flechas. Desde aquela época eu as guardava ali, caso um dia precisasse ou apenas pra diversão mesmo.
Fui caminhando em passos lentos e alisando a barriga pra acalmar a Prim que ficou agitada com aqueles beijos e amassos, solto um sorriso quando lembro, ele consegue me deixar boba a esse ponto. Quando cheguei a arvore onde estão às flechas escutei um barulho, mesmo a floresta estando livre pra qualquer um entrar naquela região não ia ninguém, e eu sabia que não era o Peeta, pois os passos dele ficaram muito mais pesados com a perna mecânica, me agachei o máximo que a barriga deixou, peguei meu arco e as flechas e me ajoelhei no chão atrás de uma pedra, nessa posição ficaria mais fácil pra eu levantar rápido. Não sei por que, mas meu coração estava disparado e minha respiração ofegante, senti um perigo, mas não entendia o por que já que isso não existia mais ali, mas foi um pressentimento ou algo parecido. Aquela posição não estava me ajudando já que eu estava com vontade de fazer xixi então decidi levantar e dar uma olhada em volta, fiquei preocupada com o Peeta eu não ia conseguir nos proteger com essa barriga, comecei a suar e fui levantando aos poucos quando cheguei ao topo dei uma olhada e não vi nada, então imediatamente fui em direção onde provavelmente o Peeta ainda estava, fiquei na duvida então fiquei com o arco e flechas, durante todo o caminho fiquei apreensiva por que aquele sentimento ainda estava comigo e não me deixava. Escutei um pequeno barulho atrás de mim, quem quer que seja conhece bem a floresta e sabe como passar despercebido, só uma caçadora como eu perceberia sua presença, isso me deixou mais apreensiva em relação ao Peeta, e sobre mim também por que ser caçadora com essa barriga não ia me dar vantagem nenhuma, preparei a flecha pronta pra quando eu virar já atirar, respirei fundo e então virei já apontando a flecha em todas as direções que eu olhava, dei quatro passos pra frente e então escutei uma voz familiar o que me fez congelar do jeito que estava, abaixei o arco mas ainda estava preparada pra atacar mas não me virei não conseguia, fiquei paralisada, congelada, lagrimas começaram a encher meus olhos mas ainda não escorriam, eu não permitia, então ele repetiu a frase que me fez estremecer novamente.
- Hey Catnip.

Créditos: ~Katniss (Página Distrito 12 - Facebook(Amanda Amaral))

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Como Seguir a Vida? - Cap. 4


CAPÍTULO 4

Mais duas semanas se passaram, estou de três meses completos, acabamos de chegar no hospital, tenho que fazer um Check – Up pra ver se está tudo certo. Estou nervosa na verdade já que devido a minha grande falta de sorte é capaz dessa criança nascer com duas cabeças ou algo parecido, balanço minha cabeça para os pensamentos fugirem.
- Está tudo bem Katniss? – Pergunta Peeta tocando meu ombro.
- Sim, um pouco nervosa apenas. – respondo tentando disfarçar o que estava passando pela minha cabeça.
Chegamos ao consultório e como sempre vários olhares em nossa direção, minha barriga ainda não estava aparecendo muito e conseguia disfarçar com os casacos, mas mesmo assim as pessoas encaram se perguntando o porquê de estarmos ali novamente, nós nunca íamos ao hospital e então estamos indo pelo uma vez no mês e isso já estava causando uma certa duvida neles . Conseguimos sempre desconversar e dizer que apenas exames de rotina, mas o Haymitch já não estava mais caindo nessa, conseguimos ficar longe dele durante dois meses, mas nesse terceiro ele estava indo lá em casa pelo menos umas duas vezes na semana o que deixou mais difícil de esconder dele, pelo menos os enjoos pararam então não estou mais correndo ao banheiro do nada o que melhora o disfarce, mas estou comendo igual um morta de fome o que levantou suspeitas dele que me chamou de “Gorda” semana passada o que me fez sair de perto dele chorando, fazendo sua desconfiança aumentar, mas então o Peeta que é melhor nisso conseguiu convencer ele de ir embora sem precisar ser grosseiro e desde então ele sempre diz que estou dormindo quando o Haymitch chega.
- Prontos pra ver se é menina ou menino? – Pergunta o Doutor enquanto sentava em sua cadeira a nossa frente.
- Claro, é o que mais queremos – responde Peeta entusiasmado. Eu só concordei com a cabeça dando um sorriso.
Tirei as camadas de casaco e então deitei na maca, senti um liquido gelado na minha barriga que ainda não me acostumei e sempre dou um pulinho ao contato, e então o Doutor começou a esfregar aquele aparelho na minha barriga. Escutamos a batida do pequeno coração e os dois chorarão exatamente como da primeira vez que escutamos, as lagrimas do Peeta foram meio contidas apenas escorriam em seu rosto, as minha já eram descontroladas o que me assustava já que não era do meu perfil isso, mas o Doutor disse que é normal por causa dos hormônios, “malditos hormônios” me fazem parecer um menininha chorona. Então o Doutor parou o aparelho em uma região da minha barriga, abriu um sorriso e nos olhou.
- Preparados?
- Sim – responde Peeta. E como sempre eu só concordei com a cabeça.
- Estão vendo aqui? – perguntou apontando para a tela.
- São só manchas pra mim Doutor - fala Peeta chegando mais perto.
- Pra mim também - olho com cara de duvidas para o medico que está com um enorme sorriso em seu rosto.
- Tudo bem é difícil pra os pais verem mesmo. Mas então, é uma Menina e é Perfeita.
Aquelas palavras entraram como uma ventania em meus ouvidos, e ficou lá dentro como se fossem ecos “É uma menina e é PERFEITA”.
Claro que como de costume começamos a chorar os dois, mas dessa vez até o Peeta soluçava descontroladamente, foi assustador, lindo, emocionante e um grande alivio tudo junto, e pelo choro do Peeta acho que foi pra nós dois.
- Eu sou o homem mais feliz do mundo – Gritou Peeta quando entramos em casa, ele já estava segurando desde o hospital e se libertou finalmente, eu achei engraçado e dei uma gargalhada que há muito tempo não dava, fazia tempo que eu não sentia essa felicidade e era ótimo. Então quando entramos na cozinha paramos os dois congelados, neutralizados, o sorriso sumiu em segundos, não teve como disfarçar, não mais.
- Posso saber o porquê disso? Bebendo já estou agora preciso de um motivo de celebração – diz Haymitch rodando o copo em sua mão.
- E você precisa de um motivo pra beber amigo? – pergunta Peeta tentando desconversar. –Estou apenas feliz por que tenho a melhor mulher do mundo.
- Bom isso é o que você diz né. – ele fala torcendo o nariz – Mas ainda acho que você esqueceu de algo caro “amigo” – ele repete exatamente como o Peeta disse apontando pra minha direção. Então é ae que o Peeta olha pra traz me vendo ali imóvel exatamente do jeito que eu cheguei e fiquei, é ae que ele vê que estou sem meus casacos que joguei no sofá assim que chegamos, deixando assim minha barriga totalmente livre e aparecendo. Peeta me olhou com os olhos arregalados e então veio até minha direção.
- Acho que chegou a hora. – falou pegando minha mão.
Sai de meu transe e respirei fundo, fomos em direção a ele, fiquei bem na sua frente.
- Você engordou queridinha. – ele disse dando palmadinhas em minha barriga.
- Eu não estou engordando somente Haymitch. – respondi tirando suas mãos da minha barriga, então Peeta chegou bem ao meu lado e segurou minha mão bem forte como forma de apoio moral.
- Vamos ter um bebe. É uma menina e é Perfeita. – eu disse exatamente do jeito que o medico disse e com orgulho estufando o peito e colocando a mão na barriga. Então o Peeta me olhou com cara de surpreso já que ele nunca tinha me visto daquela maneira sendo sei lá “MÃE”. E o queixo do Haymitch caiu na mesma hora e fez a mesma cara de surpreso que o Peeta. O que me fez rir de satisfação.
- Finalmente conseguiu dobrar a fera Peeta meus parabéns – Haymitch estava de pé batendo nos ombros de Peeta. Os dois deram uma gargalhada e então ele se virou pra mim segurou nos meus ombros e disse: - E você queridinha vai ser uma excelente mãe. - Aquilo chocou todos os três já que ninguém esperava por aquilo nem mesmo o Haymitch. Então continuou – Ah e mais importante do que nunca, Fiquem Vivos. Ele deu uma piscada e saiu pela porta da cozinha.

Créditos: ~Katniss (Página Distrito 12 - Facebook(Amanda Amaral))

domingo, 4 de agosto de 2013

Como Seguir a Vida? - Cap. 3


CAPÍTULO 3

Já passou uma semana desde que descobri sobre o bebe, ainda estamos nos acostumando com a ideia eu muito menos que o Peeta é claro. Estamos evitando contanto com qualquer pessoa principalmente o Haymitch, ainda nem contei pra minha mãe e quero que ele seja o ultimo a saber, já fico imaginando as piadinhas sobre o assunto. Estamos na sala, Peeta está massageando meus pés, hoje me sinto muito melhor, vomitei a semana toda e tive muita tontura, o tempo todo ele foi companheiro, sempre ao meu lado em todos os momentos, sempre disposto a levantar de madrugada e me acompanhar a jornada ao banheiro, estávamos os dois muito cansados, nossas olheiras eram visíveis, estávamos acabados, ele não foi à padaria nenhum dia desde que descobrimos que estou grávida, tentei convencê-lo a ir, mas toda vez que ele pensava meus enjoos começavam o que o fazia desistir, já estou com saudades da floresta, mas nem tentei ir, primeiro por que o Peeta não deixaria e segundo por que não tenho forças nem pra andar do quarto pra cozinha, ele tem me carregado no colo por toda a casa, na verdade estamos gostando disso.
- Quando você pretende contar pra sua mãe? – Peeta estava me olhando todo esse tempo e eu nem percebi.
-Talvez quando nascer, o que acha? – Pergunto séria, mas ele ri descontroladamente.
- Que tal hoje? Você acordou melhor e já faz uma semana que descobrimos e pelo os cálculos do Doutor você já está de 2 meses Katniss, daqui a pouco a barriga começa a aparecer então alguém vai contar pra ela.
Coloquei a mão na minha barriga, foi involuntário na hora que ele disse sobre ela começar a aparecer, estava com esperança de não aparecer já que estou muito magra e só vomito, mas claro que uma hora vai aparecer ainda faltam 7 meses, é muito tempo pra esconder de todos. Levantei-me com um pouco de esforço, Peeta se assustou e levantou junto pegando minha mão pra me dar força. Ele ficou me olhando se perguntando pra onde deveria me levar dessa vez. Ele me pegou no colo e eu só disse – Telefone. E ele entendeu me levou até a cozinha perto da porta, arrastou uma cadeira até perto do telefone me deixou ali e sentou em outra cadeira na mesa, estava a uma distancia longe a ponto de não invadir minha privacidade, mas ao mesmo tempo perto ao ponto de estar ao meu lado caso eu precisasse.
Fazia mais de um mês que não falava com minha mãe, desde o fim da guerra ela se dedicou a vida de enfermeira e não tivemos, mas a chance de ficar próximas, na verdade acho que o que nos mantinha próximas já não estava mais ali então não havia mais sentindo em tentar. Ela me ligava uma vez por mês, tínhamos uma conversa superficial e pronto dever cumprido, mas esse mês ela ainda não havia ligado, não tinha pensado sobre isso até agora, disquei os números e chamou quatro vezes, estava quase desligando quando ela atendeu, uma voz rouca , fraca, quase não conseguia a escutar, conversamos durante exatamente uma hora, perguntei sobre ela antes e então descobri por que ela não tinha ligado ainda, estava doente fazia uma semana, era uma gripe forte disse ela, fiquei desconfiada no inicio já que ela nunca ficava doente, mas não tive muito tempo de interroga-la sobre isso, ela começou a fazer várias perguntas que me deixaram até tonta, fiz um sinal para o Peeta pegar água e apenas segundos depois lá estava ele, quando chegou a hora de contar ela ficou em silencio por eternos dois minutos, não falei nada em quanto ela não deu sinal de vida, e quando ela finalmente tinha voltado deu um longo suspiro deu os parabéns a mim e ao Peeta, então disse as palavras mais doloridas pra nós duas – Você vai ser uma ótima mãe, exatamente como foi uma ótima irmã e filha. E o Peeta vai ser um pai perfeito. – Aquelas palavras entraram em meus ouvidos rasgando e foram direto pro meu estomago, me senti enjoada e fiz um sinal pro Peeta, ele em seguida assumiu o telefone e corri ao banheiro. Quando voltei ele estava se despedindo dela com um sorriso no rosto, me passou o telefone ela percebeu que mexeu comigo então não quis fazer novamente, então apenas me desejou sorte, pediu pra que eu me cuidasse e prometeu uma visita antes da criança nascer. Desliguei o telefone e fiquei quieta por um tempo, me levantei e fui até a mesa onde Peeta estava então fiquei olhando seus cabelos loiros e perfeitos e então me veio uma memória dolorida. Prim.
- É amanhã. – Pensei em voz alta.
- O que tem amanhã Katniss – ele pergunta tocando minha mão gelada.
- Prim. – não consegui segurar as lagrimas quando disse seu nome. Então Peeta logo entendeu levantou e me abraçou.
- Eu sinto muito Katniss por um momento eu me esqueci. - Eu não podia culpa-lo já que eu também havia esquecido, não por um momento, mas por uma semana, estava tão preocupada com o bebe e com os enjoos e tonturas que acabei esquecendo a data da morte da minha irmã.
- Todo ano ela fica doente nessa época, exatamente todo ano Peeta.
- Pode ser uma maneira de seu corpo responder a dor que aumenta nessa época. – Peeta sempre foi bom com as palavras e sempre estava certo. Ele tinha razão, todos os dias doem, mas nessa época é insuportável, e o corpo dela não aguenta. Meu corpo reage de outra maneira, todo ano nessa época vou pra floresta e fico lá durante três dias, passo frio, as vezes fome, corro e caço o dia todo, essa é minha maneira de suportar a dor nessa época e o Peeta nunca contesta, não nessa época.
- O que vou fazer Peeta? Não posso ir à floresta esse ano, mal consigo andar até o quarto. O que vou fazer? Como vou fazer? – Sinto que estou perdendo o controle da minha fala e minha vista fica embaçada com as lagrimas, então ele me abraça tão forte que acaba estralando minhas costas.
- Vamos dar um jeito Katniss, sempre damos. Agora você tem algo a que se agarrar.
Olhei pra ele com duvidas, do que ele está falando afinal.
- É diferente agora, eu vejo coisas diferentes.
- O que você vê? Perguntei soluçando.
- Esperança.
Aquelas palavras entraram doendo em meu coração, exatamente como a Prim falou há anos atrás, exatamente essas palavras, mas ele não estava lá, não tinha como ele saber exatamente o que ela havia dito, como ele fez isso? Por que ele falou isso? O que isso significa? Então só consegui pensar uma coisa. Ela estava ali, Prim estava ali dizendo aquilo através dele.
- Se for menina vai se chamar Prim – Meu coração dispara quando falo isso.

Créditos: ~Katniss (Página Distrito 12 - Facebook(Amanda Amaral))

sábado, 3 de agosto de 2013

Como Seguir a Vida? - Cap. 2


CAPÍTULO 2

Senti como se tivesse levado um soco no estomago, senti doer cada músculo do meu corpo, não conseguia respirar direito, era como se eu fosse desmaiar ali mesmo na frente do Peeta. Meus olhos pareciam um mar de tantas lágrimas, eu estava paralisada, petrificada, não conseguia me mover, nem falar, nem gritar. Nada.
-Katniss, Katniss, KATNISS, por favor, fala alguma coisa, DOUTOR – grita Peeta quase histericamente.
- Katniss- senti o toque do doutor no meu ombro, então ele colocou uma luz no meu olho e ficou ali observando. Eu estava ali, conseguia escutar eles, conseguia sentir eles me sacudindo, conseguia ver o desespero do Peeta, mas não conseguia me mexer, era como se tivesse em um pesadelo. Quando de repente eu o vi se agarrar nas costas de uma cadeira do consultório e abaixar a cabeça, eu sabia o que estava acontecendo, eu sabia que ele ia ter uma crise ali mesmo, eu sabia que se eu não fizesse alguma coisa ele poderia até matar alguém, poderia até ser o doutor. Eu tinha que fazer alguma coisa, de repente ele quebrou a cadeira sem fazer esforço aparentemente, o barulho da cadeira fez com que o doutor desse um pulo pra trás, foi o suficiente pra me despertar daquele transe, me levantei da maca tão rápido que senti aquela tontura novamente, mas não tinha tempo pra isso, teria que deter o Peeta antes que fizesse uma bobagem, quando cheguei perto ele se virou com os olhos vermelhos e os punhos cerrados pronto pra o ataque, então segurei suas mãos e coloquei na minha barriga respirei fundo, olhei bem no fundo dos seus olhos e disse – Está tudo bem Peeta, eu estou bem. – Ele ficou me olhando ainda desconfiado, mas ele acreditou em mim e então acariciou minha barriga com uma mão e com a outra alisou meu rosto e me deu um beijo rápido, respirou fundo e então seus olhos voltaram à cor natural.
- Vamos pra casa? – perguntei já puxando sua mão.
- Não – ele me puxou com força – Vamos ouvir as instruções do doutor, deve ter alguma certo Doutor? Nós dois olhamos para o doutor ali parado com uma cara de assustado provavelmente pela cena mais bizarra que já viu em sua vida.
- Si- sim, tenho algumas – Gaguejou.
Ouvimos todas as instruções cuidadosamente, eu por que já que não tem como evitar mais isso quero que essa criança nasça pelo menos saudável já que sua vida vai ser difícil, mas o Peeta parecia estar muito mais preocupado, então percebi por algumas perguntas que ele fez que sua preocupação não era apenas com o bebe e sim comigo, ele tinha medo, ele não aguentaria me perder, não depois de tudo.
Fomos pra casa em silencio, não imagino o que passava na cabeça dele, mas na minha parecia um turbilhão de pensamentos todos juntos, passado, presente e futuro, lembrei-me da Prim, do sofrimento da minha mãe, do Finnick, da Annie criando seu menino sozinha. Parei por um segundo nesse pensamento, imaginando ela criando o Finn durante todos esses anos, sempre me arrepio quando eu o vejo, ele é exatamente igual ao Finnick é uma copia viva bem ali em nossa frente, Annie quis homenagear o marido colocando seu nome de Finn então tornou tudo mais difícil, só de olhar pra ele já me dá vontade de chorar, tenho que engolir a seco sempre, ele gosta de se parecer com o pai que nunca conheceu então sempre que tem oportunidade faz milhares de perguntas sobre o Finnick pra poder ter mais informações e logo depois faz tudo o que contamos. A primeira vez que ele me viu disse: - "Quer um cubo de açúcar?!" – Eu paralisei na sua frente e todas as imagens do Finnick vieram a tona e de repente tive que balançar a cabeça pra me livrar daquelas lembranças e só então percebi que não era ele e sim seu filho bem ali na minha frente exatamente igual, ele teria orgulho e iria se gabar muito sobre isso. Dei um sorriso ao pensar nisso, e só então me dei conta com o que Peeta estava preocupado, em que ele estava pensando durante todo o caminho, ele também estava pensando na Annie, mas não como eu que acabei me perdendo nas lembranças, ele tava pensando o que a Annie teve que passar sozinha com um filho, e o que ela ainda passa tendo que sobreviver todos os dias com a perda do seu grande amor e ainda ter forças pra amar seu filho que é exatamente igual ao pai o que deve fazer ela sofrer todos os dias. Peeta não sobreveria a isso, não sem mim, me senti um pouco egoísta ao pensar isso, mas ele já foi muito mais forte que eu em outra época, era ele que me acalmava na verdade ainda faz, mas é ai que está o segredo, nós não conseguimos viver um sem o outro, só ele é capaz de me tirar dos meus pesadelos e só eu só capaz de tira-lo de suas crises. Somos um pacote agora e isso não pode ser desfeito, e era isso que o Peeta estava pensando, eu sabia.
- Eu vou ficar bem Peeta.
-Eu sei – disse sem olhar pra mim.
Parei de caminhar então ele foi forçado a parar e olhar pra mim. Quando ele me olhou, eu puxei seu corpo mais perto do meu, ficamos em uma distancia que conseguia sentir seu halito quente em minha pele, então acariciei seu rosto e mordi meus lábios, fiz tudo que podia pra provoca-lo, então ele cedeu me puxou e me beijou. Não costumamos fazer isso em publico ainda mais agora que somos celebridades por aqui, mas eu precisava fazê-lo sentir que não ia me perder, não sem eu lutar como sempre fiz.
- Eu não vou a lugar nenhum, não importa o que aconteça Peeta.
-Eu sei, por que se você for eu quero que saiba que vou te achar.
-Assim espero, vamos pra casa agora? – ainda estávamos abraçados, estava bom assim não queria soltar, então ele me pegou no colo e me carregou até em casa, não estávamos longe então eu o deixei fazer isso, ele parecia feliz de conseguir fazer isso sem sentir a perna, então apenas nos permitimos. Todos nos olhavam e sorriam como se aprovassem isso, estávamos parecendo recém-casados foi engraçado pensar nisso, fiquei imaginando o que essas pessoas iriam achar quando descobrisse que eu teria um bebe. Vai ser uma festa com certeza, mas uma festa que ainda não estou muito feliz em ser a anfitriã.
Peeta me carrega até a cama e me deixa ali e vira pra sair, então eu seguro a sua mão e falo – Fica comigo? Sem nem hesitar ele responde – Sempre.

Créditos: ~Katniss (Página Distrito 12 - Facebook(Amanda Amaral))

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Como Seguir a Vida? - Cap. 1


CAPÍTULO 1


Está uma manhã tranquila, a neve cai sobre todo o Distrito 12, o frio congelante ultrapassa pelas frestas das portas e janelas, mas mesmo assim ainda é uma manhã tranquila. Pelo menos é o que está aparecendo.
Essa noite não tive pesadelos, talvez por estar tão exausta da ida a floresta, talvez por Peeta ter me abraçado tão forte a noite toda que me fez sentir segura o suficiente para dormir de verdade, ou talvez os dois mas foi ótimo. A ultima vez que dormi assim faz uns 3 meses, desde guerra é um luxo ter uma noite sem pesadelos, sem ver os rostos das pessoas que eu matei, das pessoas que morreram por minha causa, do sofrimento que passei, da dor que ainda sinto, da minha imagem pegando fogo. Ainda sou a Garota em Chamas nos meus pesadelos, mais nunca é uma coisa boa.
Acordei bem disposta apesar de sentir uma leve tontura quando levantei da cama, Peeta já estava arrumado para ir para a padaria que reabrimos após alguns anos de reformas, ele acordava sempre muito cedo e mesmo assim sempre empolgado, aquela padaria era realmente uma paixão e também uma forma de honrar e lembrar-se de seus pais. Como sempre quando desci para cozinha todo o café da manhã já estava posto na mesa enfeitada com uma tolha de flores coloridas o que deixava tudo muito mais bonito já que devido a toda aquela neve fazia tempo que não via flores por ali, ele fazia isso todos os dias já que não sou uma boa cozinheira, não como ele é, eu melhorei com o tempo, mas somente no básico, ele que era o mestre da cozinha e nós gostamos assim, funciona bem com a gente.
Quando casamos fiz uma lista de todos os meus defeitos para ele ter realmente certeza que era isso que queria, ele me pediu depois para fazer uma com as minhas qualidades, fiz as com defeitos em dez minutos, a com as qualidades demorei uma semana para colocar apenas dois itens: Sei caçar, Corro super-rápido. Ele soltou uma gargalhada tão alto que até me assustei depois de saber que era de mim cruzei os braços e disse que ele não podia casar com uma garota que não conseguia nem citar uma qualidade decente em uma lista estúpida. Mas de alguma forma ele ainda continuava com aquela ideia boba de casar no papel, logo depois que eu confessei que o amava com o meu “Verdadeiro” ele não tirou isso da cabeça e finalmente depois de três anos morando juntos aceitei oficializar “aquilo”, já fazia cinco anos ao total contando desde o primeiro dia que nos vimos na colheita e depois de tudo o que passamos eu tinha certeza do que eu sentia por ele, então acabei cedendo.
Essa recordação me fez lembrar de outra coisa que ele não tira da cabeça desde então, mais isso eu estava disposta a nunca ceder. Estava é a palavra certa no momento, por que depois de 15 anos casados finalmente ele me convenceu a fazer aquela loucura, algo que prometi a mim mesma que nunca faria. Como ele faz isso comigo? Não sei explicar como o Peeta consegue tudo o que ele quer com aqueles olhos azuis e com alguns beijos no meu pescoço, fica impossível dizer não quando ele já sabe exatamente todos os meus pontos fracos, mas esse pedido demorei tanto tempo que achei que tinha até esquecido, mais sempre que tinha uma oportunidade ele tocava no assunto e então já começava brigas, discussões, e finalmente quando eu via que ele estava prestes a ter uma das crises eu simplesmente desistia e acabava com a discussão com um beijo ardente. Isso de alguma forma o acalmava, isso e uma boa cadeira para ele segurar forte. Os episódios diminuíram muito com o passar dos anos, passamos por situações em que ele implorava para eu sair de casa para ele não me matar, mas foi melhorando e hoje eu consigo acalma-lo sozinha.
- Venha antes que esse frio estrague todo o gosto – diz Peeta com um sorriso lindo – Dormiu bem essa noite não é?
- Como um bebe – respondi sem pensar o que poderia significar essa palavra, senti até um enjoo de lembrar dessa palavra, tentei disfarçar sem muito sucesso - Então já está indo a padaria?
- Sim já estou atrasado na verdade, não quis te acordar, mas você realmente passou da hora hoje, será que dormir com um bebe fez isso com você? – responde ele com sarcasmo.
- Eu não disse com um bebe, e sim COMO um bebe Peeta - reviro os olhos e coloco um belo pão de queijo na boca.
-Tudo bem entendi errado, é que desde que você aceitou ter um filho não penso em outra coisa – responde mordendo uma maçã.
- Sei, ainda dá tempo de voltar atrás nessa loucura ein - digo com a esperança de ele concordar. Não adianta.
- Sem argumentos Katniss já esperamos demais. Eu vou indo antes que comece a brigar por isso - Fala enquanto me dá um beijo na testa e sai pela porta da cozinha correndo.
Termino de comer o pão de queijo e tomo uma xícara de chocolate quente e de repente me embrulha o estomago de uma maneira que só tive tempo de chegar até o banheiro e já despenquei de joelhos no vaso e despejei todo o café da manhã. Fiquei sentada ao lado do meu novo companheiro durante toda a manhã e quando finalmente consegui forças para me levantar senti aquela tontura novamente, agarrei na pia e olhei meu reflexo no espelho, estava horrível, pálida, descabelada, me ajeitei o Maximo que pude, escovei os dentes para tirar aquele gosto da boca e fui até a cozinha novamente, mais toda aquela comida em cima da mesa me embrulhava o estomago então fugi dali sem pensar, sentei no sofá por alguns minutos para me recuperar, então adormeci por alguns instantes. Foi o suficiente para ter um pesadelo, mas nunca tinha tido esse antes, eu não entendi no começo mas depois ficou claro para mim, eu estava novamente na arena e não estava sozinha,me virei e bem atrás de mim agarrada a perna boa de Peeta tinha uma garotinha com cabelos escuros e olhos azuis exatamente como os dele, ela me chamava mas eu não entedia, antes de eu conseguir chegar mais perto para escutar uma bola de fogo veio em nossa direção me atirando para longe deles, me deixando toda queimada e gritando de dor mas antes de eu apagar de tanta dor eu escutei um ultimo suspiro da garotinha, ela dizia : Mãe!!!
Acordo tão assustada que caio do sofá, era só um pesadelo Katniss não é real – escuto com dificuldade essas palavras e quando finalmente abro os olhos ele estava ali me segurando em seus braços e tentando enxugar minhas lagrimas que corriam por todo meu rosto.
- Eu vim fazer nosso almoço quando escutei você no sofá - diz ele acariciando meus cabelos.
-Pe-pee-ta foi horri-ve-vel – tento controlar as palavras para fazer sentido, respiro fundo e finalmente digo de uma vez – Peeta estou Gravida!
- O que? Como assim? Como você sabe? Tem certeza? – diz ele com olhos assustados e um sorriso no rosto.
- Tenho certeza, eu simplesmente sei, eu sinto - respondo com tamanha certeza que acabo convencendo ele.
Depois de duas crises de choro, finalmente consegui sair do chão da sala gelada, e fomos até o hospital para confirmar o que eu já sabia. Todos naquele hospital nos olhavam como ídolos, alguns até acenavam, eu não queria que ninguém soubesse o motivo de estarmos ali, então apressei os passo e Peeta logo entendeu. Depois de alguns minutos em uma sala, o médico retorna com o envelope, ele me entrega e fico sem ação, minhas mãos tremiam e estavam suadas, não tinha forças nem para abri-lo, Peeta pegou da minha mão e abriu, o médico saiu imediatamente da sala, eu fiquei ali parada esperando ouvir que era alarme falso, mais ao invés disso Peeta sorriu com lagrimas nos olhos. Então eu perguntei.
- Verdadeiro ou Falso?
Então ele responde segurando meu rosto - -
Verdadeiro.

Créditos: ~Katniss (Página Distrito 12 - Facebook(Amanda Amaral))

FanFic

Galera, eu disse que colocaria uma FanFic aki pra vcs, e eu achei uma amiga que fez uma fic PERFEITA!!! e ela deixou eu postar aqui no blog pra vcs.. o nome da minha amiga é Amanda Amaral, e ela é adm em uma pagina no facebook chamada "Distrito 12" (pagina que na minha opinião é perfeita!!! :D ).
a Fic é sobre THG, e vou tentar postar um Cap. td dia!!! ookay??? hj vou postar o cap.1... o nome da Fic é "Como Conseguir a Vida?"
#Luna sz

The Hillywood Show - The Hunger Games Parody

 olha q legal gente!!!!!
#Luna sz