terça-feira, 17 de setembro de 2013
Como Seguir a Vida - Cap. 14
CAPÍTULO 14
Ultimo Capitulo
A vida no Distrito 12 nem sempre é fácil ou perfeita, na verdade em toda Panem é assim, mas alguns dias compensam os outros. Vivemos em tempos de paz agora, conseguimos reerguer cada distrito, as famílias agora têm trabalhos de verdade, não tem mais fome nem pobreza, nem todos são ricos, mas todos vivem com dignidade e consegue se sustentar.
Nas escolas ainda ensinam sobre os Jogos Vorazes, a guerra, a rebelião e com isso falam de todos os heróis dessa historia, nossos filhos hoje já sabem exatamente de tudo o que aconteceu, algumas historias eu e o Peeta contamos, outras que nenhum de nos aguentava contar os padrinhos dos dois Haymitch e Gale contaram, hoje Philip com 10 anos e Prim com 16 os dois já entendem o que seus pais representam pra toda Panem e se orgulham disso, hoje eles nos ajudam com nossas crises que mesmo tendo diminuído muito ainda tem aqueles dias difíceis outros quase insuportáveis.
As lembranças de todo o sofrimento que já passamos, de toda dor, de todas as mortes e de toda a culpa, todas essas memórias ainda doem em cada um de nos, mas hoje nos temos algo que nunca tivemos liberdade. A liberdade de viver como e onde queremos, temos a esperança estampada no rosto de cada criança, eu vejo no rosto de meus filhos, temos também a alegria de poder dar essa vida livre pra eles.
Peeta está super satisfeito com sua padaria, mesmo tendo diminuído sua frequência lá tinha serviços que só ele era capaz de fazer.
Haymitch sóbrio há 16 anos é um padrinho babão pra os meus dois filhos, ele trabalha no hospital ajudando as pessoas como uma espécie de psicólogo, algo parecido com um mentor pra quem precisa.
Gale ainda é um oficial, mas agora é aqui no Distrito 12, está casado há dez anos e tem dois filhos homens lindos e sua esposa está grávida agora de uma menina, é um excelente pai, marido e padrinho.
Minha mãe também mora aqui no 12 agora e trabalha no mesmo hospital que Haymitch, ela já é medica agora e todos a respeitam muito, eu tenho orgulho dela e de quem se tornou, é uma avó maravilhosa. Ela veio morar aqui cinco anos depois que a Prim nasceu, e após três anos eu vi que ela e Haymitch construíram uma relação muito intima, no inicio eu negava, mas Peeta tinha certeza de que eles estavam apaixonados. Não demorou muito tempo pra todos verem isso então tivemos que intervir já que eles mesmos não admitiam, quando falei com eles dando um tipo de consentimento pra aquela relação a reação deles foi de espanto, mas com o tempo se renderam aquele sentimento e desde então moram e trabalham juntos. Não foi a união mais provável e nunca ninguém imaginaria esse dois juntos, mas ninguém nega o quanto um faz bem pro outro.
Prim desenvolveu um grande talento pra pintura, desenhos e fazer bolos exatamente como o pai, fiquei um pouco frustrada imaginando ela caçando como eu, mas é eles ficam lindos fazendo essas coisas juntos, não precisei ficar muito triste por que apenas com dez anos Philip é um ótimo caçador, corre muito rápido, sobre em arvores e tem uma pontaria perfeito em qualquer tipo de arma, arco e flecha, faca, espada. Ele andou treinando com o Gale e diz que quer ser um Oficial como o padrinho.
Como eu disse, nem todos os dias são perfeitos e fáceis, mas tudo está em seu devido lugar, todos que eu amo estão próximos de mim, tenho meus filhos e Peeta, agora eu sei que nada de ruim vai acontecer e pra mim é o que basta pra ter uma vida perfeita.
<---------------FIM-------------<<
Créditos: ~Katniss (Página Distrito 12 - Facebook(Amanda Amaral))
Como Seguir a Vida - Cap. 13
CAPÍTULO 13
Senti um peso sobre minhas pernas de repente, estava no melhor do meu sono e fiquei com preguiça de abrir os olhos, mas senti algo puxando minha camisola como se tivesse escalando meu corpo até chegar ao meu pescoço, aquilo me assustou então resolvi abrir os olhos pra ter certeza se era um sonho ou não.
- Acoida Mamy. – Ouvi aquelas doces palavras então olhei pra baixo e lá estava aqueles lindos olhos cinzentos arregalados pra mim, não consegui conter meu sorriso quando o vi, seus cachos louros caindo em seu rostinho e um grande sorriso. Não existe melhor maneiroa de acordar.
- A mamãe já acordou Philip – Eu o puxei pra ficar mais perto do meu rosto, ele me deu um beijo molhada na bochecha e eu fiz cócegas o que fez dar uma gargalhada muito alta.
- O papai já foi mãe – Disse Prim encostada na porta de pijamas, ela estava agora com seis anos e cada vez mais linda.
- Ele já volta filha pra tomarmos café juntos ok – Fiz um sinal pra ele vir até a cama e nos acompanhar até o Peeta chegar. Ela veio toda feliz e ficamos ali fazendo cócegas um no outro e rindo das próprias risadas.
Toda manhã quase madrugada ainda o Peeta ia até a padaria verificar se estava tudo certo pra começar o dia de trabalho, quando seu gerente chegava ele ia embora a tempo de tomar café da manhã com sua família todos os dias. Escutamos o barulho da porta então levantamos da cama e fomos na direção da escada eu com o pequeno Philip no colo e a Prim segurando a barra da minha camisola, mal terminamos os últimos degraus e as crianças gritavam.
- Papaiiiiiii – Prim logo me soltou e foi correndo na direção do Peeta e o Philip fazia uma dança tentando descer do meu colo, deixei ele no chão e ele foi tentando correr com dificuldade por causa das pernas gorduchas de bebe o que sempre me fazia sorrir. Cheguei próximo ao meu marido que já estava com o menino nos braços e a menina nas costas, eles sabiam o que iria acontecer então os dois esconderam o rosto pra não ver, então dei um beijo em Peeta. Fomos todos pra mesa tomar nosso café como todas as manhãs.
Prim já estava na escola e as perguntas estão começando, os professores dão aulas sobre os Jogos Vorazes na escola e ela já estava aprendendo que seus pais foram muito importantes nessa época e ainda são lendas por toda Panem o que fez só aumentar sua curiosidade sobre detalhes, o assunto era sempre desagradável pra nos e sempre tentávamos desconversar, mas agora estava ficando difícil e hoje não foi diferente.
- Hoje vai ter aula de historia, mal posso esperar pra ouvir sobre vocês – Ela disse com a boca cheia. Olhei pro Peeta, vi sua mandíbula endurecer. Ela vendo que não respondemos nada continuou.
- Meus amiguinhos perguntam sobre os Jogos e não sei oq eu dizer, por que vocês nunca falam sobre isso? – Ela olhava pra mim e pro Peeta, nos trocamos alguns olhares e vi que os olhos de Peeta estavam ficando vermelhos.
- Filha, é complicado falar sobre isso, foi uma época muito difícil e você sabe que perdemos muitas pessoas que amávamos não sabe? – Nós nunca entramos em detalhes sobre os Jogos e nem sobre a guerra, mas falamos sobre as mortes e sobre quem perdemos pra ela poder viver tranquila, e também explicamos o porquê do nome dela ser Prim, e por que escolhemos Philip por que nos faz lembra do nome Finnick.
- Eu sei mamãe... Me desculpe – Ela abaixou a cabeça meio triste.
- Não precisa se desculpar meu amor, um dia você vai saber de tudo, mas não hoje por favor – Peeta disse tocando as mãos de Prim, eu vi que ele ainda estava nervoso, mas não queria mostrar pra ela.
O assunto se encerrou e logo Philip tratou de distrair todos com suas artimanhas, terminamos o café e as crianças foram pra sala brincar antes da Prim ter que se arrumar pra escola, Peeta e eu ficamos na cozinha arrumando e lavando a louça, ele estava quieto algum tempo e vi que ainda estava tenso, era sempre difícil lembrar-se de tudo, mas hoje era especialmente difícil quase insuportável na verdade. Hoje era o dia em que os Pais do Peeta morreram e aquilo estava o torturando eu sabia. Ele ficou alguns minutos parado olhando pra direção da janela, eu vi suas mãos se fechando, seu corpo tenso,sua respiração ficando mais forte e seus olhos ficando vermelho novamente, eu sabia o que aquilo significava, ele ia ter uma de suas crises.
Olhei na direção da sala e vi que as crianças estavam distraídas com algum livro de pintar então larguei a louça, sequei minhas mãos, respirei fundo e fui em sua direção. Ele também sabia o que iria acontecer então se virou de costas pra mim e segurou a ponta da cadeira como sempre fazia, eu passei minhas mãos em volta de sua cintura delicadamente pra não o assustar e depois apertei bem forte, senti que sua respiração estava se acalmando quando de repente nos dois tivemos uma surpresa. Prim se agarrou nas minhas pernas tentando fazer o que eu estava fazendo e logo em seguida nosso pequeno Philip se agarrou na camisola da irmã se esforçando pra fazer a mesma coisa, aquilo surpreendeu tanto Peeta quanto a mim, eu senti que ele se acalmou quase na mesma hora, sua respiração se controlou, seu corpo relaxando aos poucos, ele deu um breve sorriso e em seguida eu sorri junto, nos nunca imaginávamos que aquilo iria acontecer, mas foi perfeito apesar da circunstancia foi mágico e lindo.
Lembrei da vez em que eu me desesperei em saber que estava grávida novamente com medo de algo acontecer com meus anjos, e ele disse que tudo iria ficar bem por que tínhamos um ao outro, provavelmente ele deve te lembrado disso também por que quando eu disse
– Peeta vai ficar tudo bem – ele nem esperou eu terminar e respondeu
- Eu sei, temos um ao outro.
Créditos: ~Katniss (Página Distrito 12 - Facebook(Amanda Amaral))
Como Seguir a Vida - Cap. 12
CAPÍTULO 12
Minha vida mudou completamente desde a chegada da Prim, não só a minha, mas a de todos em minha volta, o Peeta já não ia com tanta frequência à padaria por que ele conseguiu um Gerente pra comandar o lugar na sua ausência, Haymitch não colocou uma gota de álcool na boca desde que ela nasceu, minha mãe vem pelo menos duas vezes no mês nos visitar, e o Gale vem em todas as suas folgas. Todos estamos babando na nova integrante da família, não tem uma pessoa em toda Panem que não tenha se rendido aquela linda menina. Já tinha se passado um ano e finalmente eu podia dizer que minha vida estava completa e que eu estava muito feliz, e pela primeira vez não tinha medo dessa felicidade toda. Nunca vi o Peeta tão feliz e realizado, meus pesadelos diminuíram e as crises dele também, era como se nossa filha tivesse vindo com uma espécie de calmante.
Minha mãe falou sobre uma antiga tradição quando as crianças tinham padrinhos, ela explicou que os padrinhos eram como os substitutos dos pais, se alguma coisa acontecesse eles criavam as crianças, e enquanto nada disso acontecia eles simplesmente mimavam e davam presentes. Peeta adorou a ideia, na tradição teria que ser um homem e uma mulher, mas na ausência de uma mulher tão confiável ao ponto de entregarmos a vida de nossa filha assim resolvemos escolher dois homens, foi engraçado ver a reação de todos com essa revelação. Haymitch e Gale seriam os padrinhos, anunciamos durante um jantar em que estavam todos reunidos até minha mãe.
- Vocês tem certeza sobre essa escolha? – Disse minha mãe calma.
- Por que queridinha, você acha que não sou capaz? – Disse Haymitch olhando sério pra ela.
- Não estou falando isso, é que o normal seria um casal – Ela disse já corando.
- Nós nunca fomos “normal” Sr. Everdeen – Peeta disse logo depois deu uma gargalhada, todos nos rimos, era a verdade.
- Bom eu estou honrado com isso, nossa relação está melhorando com o tempo certo Haymitch? – Gale deu um abraço em Haymitch e todos continuavam rindo.
- Não temos uma “relação” meu caro, mas garanto que essa menina vai ter os melhores padrinhos do mundo – Haymitch disse estufando o peito e saindo do abraço de Gale.
- Eu confio em vocês e sei que se precisar vocês juntaram forças pra cuidar da nossa pequena – Eu disse calma tentando não rir daquela situação.
Todos se acalmaram e a conversa mudou de rumo, já estavam fazendo planos de quem iria passear com ela, quem iria levar ao medico, quem iria ensinar ela a se defender e por ai foi.
- Quem vai falar com ela sobre homens? – Minha mãe disse interrompendo a empolgação de todos. O silencio pairou no ar, nem eu mesma tinha pensado naquilo.
- Isso fica com a Senhora – Disse Haymitch depois de pensar um pouco. Todos nos estávamos corados com a ideia da nossa pequena Prim ter um namorado.
- É muito cedo pra pensar nisso Mãe - Eu disse em um tom meio bravo, não conseguia ver minha menininha namorando, não agora.
O jantar seguiu assim, todos rindo das possíveis situações e dos planos bobos dos padrinhos, até minha mãe que não costumava sorrir muito, estava dando gargalhadas, a nossa pequena Prim passando de colo em colo e rindo junto conosco, ela estava já querendo andar então parecia que estava ligada na tomada de tão elétrica, a noite toda foi divertida assim e todas as noites a seguir foram assim.
Créditos: ~Katniss (Página Distrito 12 - Facebook(Amanda Amaral))
Como Seguir a Vida? - Cap. 11
CAPÍTULO 11
- Não Katniss, você não está morta – Respondeu Prim sorrindo como seu eu tivesse falando alguma besteira.
- Então por que estou aqui?
- Eu disse que você não está morta ainda, desculpe não sei como te explicar com detalhes, mas vou tentar. – Prim estava tão calma como sempre foi, o que ela quis dizer com “ainda”? – Katniss você está muito mal, muito mal mesmo, você corre um grande risco de morte, você tem que lutar Katniss entendeu? – Prim segurava meus ombros quase me sacudindo como se tivesse tentando me acordar.
- Mas como eu faço isso?
- Você deve estar se sentindo fraca nesse momento certo? – concordei com a cabeça e ela continuou - Vai ficar ainda pior, mas você tem que lutar com toda sua força, o Peeta precisa de você sua filha precisa de você Katniss.
Pensei no sofrimento dos dois se caso eu morrer, não sei se Peeta conseguiria cuidar dela sozinho, e como será a vida dela sem uma mãe? É por isso que não queria ter filhos, eles já nascem sofrendo vindo de mim.
- Não temos muito tempo, vou tentar te ajudar, mas o principal é com você. Você veio pra esse lugar por que ainda não chegou sua hora de partir, mas alguma coisa te puxou pra cá como se você quisesse isso entende? – Ela explicava como se tivesse falando com uma criança, eu balancei minha cabeça.
- Não entendo, eu estava feliz e estava tudo indo perfeitamente bem.
- Por isso você veio pra cá, pra descobrir o que fez isso acontecer e decidir se quer voltar ou se quer partir.
- Se escolher partir eu vou com você? Eu vi que Prim sorriu com essa ideia, eu senti saudades daquele sorriso.
- Sim você irá comigo, o papai, Rue, Finn e todos que já se foram. Mas você nunca mais poderá ver o Peeta ou sua filha, só de muito longe, sem tocar, sem conversar, nada.
Parei um momento pra pensar sobre aquilo, será que valeria a pena perder o Peeta e minha filha pra poder ficar com minha irmã e os outros?
- Acho que você já descobriu o porquê veio pra cá certo? – Perguntou Prim já sabendo da resposta.
- Eu ainda sinto muito sua falta Prim, e agora não sei se foi uma boa ideia colocar o seu nome na minha filha, acho que isso aumentou minha saudade. Acho que foi isso que me fez vir pra cá, saudades Prim.
Ela concordou somente com a cabeça e me abraçou, eu chorei como criança, mas ela estava tão serena, tão tranquila, era como um anjo. Pensando bem tenho certeza que ela é um anjo agora.
- Qual vai ser sua decisão Katniss?
No fundo nos duas já sabíamos qual iria ser minha decisão o que só aumentava minha dor e diminuía minha força pra lutar.
- Me perdoe Prim – Minhas lagrimas escorriam descontroladamente.
- Katniss não faça isso, eu nunca te culpei por nada e nem culpei o Gale, fiquei muito feliz de ver que conseguiu perdoa-lo. – Ela sempre foi melhor que eu, sempre.
-Prim não quero te deixar novamente, não quero ver você partir, mas... mas.
- Eu sei Katniss, eles precisam de você. – Prim sabia o que eu estava tentando explicar, ela sabia que eu teria que voltar, na verdade era isso que ela queria também.
- Eu sempre vou estar com você minha irmã, sempre e pra sempre. – Ela disse me abraçando.
- Eu te amo Prim – Não conseguia parar de chorar.
- Eu também te amo, mas você precisa ir agora se não vai ser tarde de mais Katniss.
Ela pegou na minha mão e me guiou até a beira de um abismo, era lindo tinha um mar imenso e azul.
- Cuida bem dela Katniss que eu cuidarei de você. – Me deu um beijo e fez um sinal na direção do abismo.
- Eu vou ter que pular? – Perguntei quase gritando da ideia maluca. Ela riu .
- Se você preferir posso te empurrar. – Ela ainda ria daquela situação.
- É muito alto eu nunca vou ter corageeeeeeeeeeeeeeeeeeemmmmmmm. – Prim me empurrou consegui ver sua gargalhada enquanto eu gritava o final da minha frase, ela sabia que eu não teria coragem pra fazer aquilo, a sensação era incrível senti como se tivesse voando, não senti medo, me senti livre. Quando minha pele se chocou com a água senti um choque em meu corpo quando de repente abri meus olhos e estava na sala de cirurgia com os médicos tentando me reanimar. Fechei os olhos novamente ouvindo os sons do meu coração voltando a bater junto com os suspiros de alivio de todos que estavam na sala. Ninguém queria ser responsável pela morte da heroína de Panem foi o que eu ouvi vindo de algum canto da sala.
Acordei novamente em um quarto, estava meio zonza ainda, mas pude ver Peeta sentado em uma cadeira com a cabeça encostado na beira da minha cama. Tentei não me mexer pra não acorda-lo, mas apenas com meu suspiro ele já deu um pulo. Escutei um barulho ao meu lado, um choro de neném, quando me virei eu a vi, linda, tinha bastante cabelo e eram escuros e seus olhos já estavam totalmente abertos, eram grandes e azuis. Ela era perfeita, minha pequena Prim um pedaço de mim, o melhor presente que Peeta pode me dar, olhei de volta pra ele que estava chorando e então pulou em meus braços e me abraçou forte. Depois pegou nossa filha e a colocou me meus braços, senti seu cheiro delicioso. Ficamos assim por algum tempo, agradeci minha irmã por pensamento senti ela ali comigo. Sempre e pra Sempre.
Créditos: ~Katniss (Página Distrito 12 - Facebook(Amanda Amaral))
Como Seguir a Vida? - Cap. 10
CAPÍTULO 10
Já se passaram três meses desde a vinda do Gale, desde então ele não foi embora, disse que aumentou suas férias por que queria ver o rosto da pequena Prim, ele ficou hospedado em uma casa que conseguiu comprar logo depois da guerra, estava abandonada então todos ajudaram a reformar. A relação dele com o Peeta estava bem melhor, os dois conseguiram entrar em uma acordo, Gale prometeu nunca mais ficar até tarde comigo e Peeta prometeu não ficar com ciúmes, eu duvido muito que os dois estejam realmente amigos, mas pelo menos estamos conseguindo conviver bem então consigo ter meu melhor amigo e meu grande amor ao mesmo tempo, minha amizade com o Gale estava melhor a cada dia e meu casamento com o Peeta também. Eu estava muito feliz, estava tudo perifeito, até demais pra ser verdade, senti uma pontada na barriga com o pensamento, minha vida nunca ficou assim perfeita.
Peeta estava pra chegar da padaria, Gale iria almoçar conosco e Haymitch já estava a caminho também, acabei de sair do banho e coloquei um vestido, não tenho mais roupa que me caiba a essa altura então fico revezando entre três vestidos que ainda entram. Desci as escadas e Haymitch já estava estarrado no meu sofá, Peeta estava abrindo a porta rindo da minha cara na direção de Haymitch então revirei os olhos e fui até a cozinha, Peeta me seguiu e me abraçou por trás colocando suas mãos na minha barriga, a Prim se mexeu com o contato do pai e ficamos ali rindo com ela chutando minha barriga. A Campanhia tocou e segundos depois Gale entram na cozinha com o Haymitch, os dois arranharam a garganta pra chamar nossa atenção e riram com o susto que levamos de vê-los ali. Almoçamos rindo e conversando durante todo o tempo, quando terminamos todos foram pra sala e eu fiquei na cozinha pra limpar tudo, Peeta não queria mais que eu fizesse nada por que eu tinha feito o jantar dessa vez, mas não achei justo ele ter que lavar louça depois de um dia puxado na padaria, fiz tudo com calma pois a barriga estava pesando muito agora, terminei de lavar a louça e quando sequei as mãos senti uma parte do meu corpo molhado, verifiquei pra ver se havia me molhado lavando a louça quando percebi que era como se eu tivesse feito xixi nas calças. Senti um medo na hora, não sabia o que fazer nem o que pensar, eu sabia que estava tudo muito perfeito pra ser verdade, fui caminhando lentamente até a sala, me encostei-me à porta que divide a cozinha e a sala, minha voz quase não saia, tive que arranhar um pouco a garganta para o som sair.
- Minha bolsa estourou – Ninguém se virou provavelmente por que não conseguiram ouvir, então peguei todas as forças que me restavam.
- MINHA BOLSA ESTOROU – Eu gritei então todos os três se viraram com os olhos arregalados, senti que o liquido agora estava quente entre minhas pernas, coloquei a mão em baixo do vestido e quando olhei pra ela tinha sangue, comecei a me sentir tonta e vi que os três vieram em minha direção, pois eu já estava prestes a cair, senti uma dor muito forte na minha barriga antes de desmaiar.
Eu estava de olhos fechados mas conseguia ouvir tudo em minha volta, foi estranho por que eu vi o desespero de todos e não conseguia abrir meus olhos nem falar alguma coisa pra dizer que eu estava ali, senti quando Peeta me pegou no colo, ouvi eles discutindo sobre quem chamaria a ambulância, podia ouvir Peeta falando desesperado que a ambulância iria demorar, e ouvi o Gale respondendo que eles não iriam demorar por que éramos os heróis dali e eram prioridade, enquanto os dois discutiam sobre isso o Haymitch já estava ao telefone então ouvi ele gritando de lá que em 3 minutos eles estavam ali. Então eles colocaram algo na região do sangramento que acho que é a manta que fica no sofá já que era o que tinha mais próximo deles, comecei a sentir muito frio e que estava perdendo minhas forças como se minha alma tivesse lutando pra ficar no meu corpo.
- Ela está sangrando muito, está pálida e gelada meu Deus o que eu faço? O que eu faço Haymitch? Gale o que você está fazendo? – Peeta estava apavorado
- Calma Peeta, é álcool vou ver se consigo acorda-la – Gale tentou acalmar Peeta mas sua voz estava tremula, ele também estava apavorado.
- O álcool pode dar certo Peeta, vou buscar água também – Haymitch parecia ser o mais calmo entre eles, mas quando voltou da cozinha sua voz saiu até falhada de nervoso.
- Ela está sangrando mais olhem o sangue já passou na manta – Senti que jogaram água me meu rosto, não tive nenhuma reação, não tinha forças nem pra me assustar.
Escutei os paramédicos chegando e senti me colocando em uma espécie de maca e me carregando porta a fora, escutei as perguntas da multidão que se formaram em frente a nossa casa, todos queriam saber o que estava acontecendo, mas nenhum dos três deu conversa pra ninguém. Escutei as vozes dos três na ambulância se misturando com as vozes dos paramédicos, relaxei meu corpo, pois já não tenho mais forças pra lutar contra, senti como se eu fosse sair do meu próprio corpo. Quando chegamos ao hospital e abriram a ambulância e senti o tranco da maca sendo retirada da ambulância, entramos no corredor direto para o centro cirúrgico e no corredor havia luzes brancas e fortes eu conseguia ver, mas não estava de olhos abertos, então quando finalmente entramos na sala de cirurgia eu consegui abrir meus olhos, mas não estava na sala, onde eu estava afinal?
Estava descalça e com meu vestido, mas ele não estava com sangue. O chão era macio como algodão e o ar estava leve como se eu pudesse quase flutuar ali mesmo, era um campo com muitas flores e arvores, era lindo e cheiroso, está um sol de arder os olhos então coloquei minha mão frente pra tentar enxergar quem estava se aproximando de mim, era uma menina de cabelos loiros, estava com um vestido branco lindo ela estava descalça também e estava sorrindo. Eu conheço esse sorriso, mas era impossível, eu estava sonhando? Eu morri? Aquilo era o céu?
Olhei em volta pra tentar entender o que era aquele lugar quando senti uma mão em meu braço tremi com seu toque.
- Fique calma Katniss você está segura aqui. – Ela disse sorrindo. Comecei a chorar, as lagrimas escorriam por meu rosto ela então me abraçou.
Não podia ser um sonho, era real, eu sentia ela, sentia sua pele, o cheiro dos seus cabelos, tudo exatamente como era.
- Onde estamos Prim? – Perguntei com um certo medo da resposta.
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